Património artístico da Câmara Municipal de Sintra

 Colecções e espólios municipais - Casa-Museu de Leal da Câmara
 
 
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Capa da revista "Le Barbare",
nº 1, de 25 de Outubro de 1914



Mobiliário, anos 20 - séc. XX


 
   
Casa, porque Leal da Câmara (1876-1948) ali viveu, Museu, porque se guarda lá todo o seu legado artístico.

   
     
Ex-libris de Leal da Câmara    
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Doada em 1965 à Câmara Municipal de Sintra por D. Júlia de Azevedo (1894-1965), viúva do caricaturista, a Casa-Museu de Leal das Câmara jamais deixou de proporcionar, desde então, a todos quanto a visitam, belos momentos de contemplação artística e de lazer.

A Casa-Museu encontra-se implantada em local privilegiado, pois está edificada em lugar ameno, perto da vetusta e concorrida Feira das Mercês, próxima do Pinhal de Rio de Mouro, inserta em área residencial clássica e com a Serra de Sintra em toda a sua extensão, ao longe.

Tal como o nome indica, a Casa-Museu de Leal da Câmara é composta por dois tipos distintos de compartimentos – os que possuíram uma inequívoca utilidade doméstica e os que sempre conheceram, desde a sua criação (1945), uma concepção museal propriamente dita.

Pelas diversas Salas do Museu, e para além do mobiliário, azulejos, candeeiros, tecidos e cerâmicas por si desenhadas, podem os visitantes maravilhar-se com a sua produção pictórica (óleos, aguarelas, desenhos a lápis, guaches, pastéis, carvões e croquis), a qual abarca variada temática, desde a caricatura política nacional e internacional, até à paisagem e à fixação dos costumes das populações autóctones.

São, pois, vastas as peças em exibição que representam acontecimentos e/ou situações históricas portuguesas, e não só, como sejam: os últimos estertores da Monarquia lusitana; o advento da República Portuguesa, em 1910, e seus imediatos ecos; a I Grande Guerra, com toda a sua repercussão mundial; a reconstrução europeia post 1918; o Estado Novo; a II Guerra Mundial, etc., que fazem com que a Casa-Museu seja local a ter em conta para inúmeros investigadores e historiadores destes períodos.

Quanto aos Saloios, neste caso da Região de Sintra (Rinchôa, Mercês, Rio de Mouro, Algueirão, Mem-Martins e São Pedro de Penaferrim), encontram-se exemplar e documentalmente retratados no Museu, inserindo-se na última fase de captação artística de Mestre Leal da Câmara.

Hoje, estas Colecções expõem-se no denominado Núcleo dos Saloios, pólo museal da Casa-Museu, instalado na antiga Escola Primária da Rinchôa-Mercês, cuja inauguração ocorreu a 21 de Julho de 2003.

Deixamos, aqui, pois, um convite a todos para que visitem mais demoradamente este espaço museológico e para que desfrutem dos seus aprazíveis jardins.

Élvio Melim de Sousa
[Chefia a divisão que tem a competência sobre os Museus Municipais da Câmara Municipal de Sintra]
 
   
 


Dois corações coroados,
pormenor da cantaria numa
das fachadas da Casa-Museu



 
Clemenceau, (o Maior de Todos), guache e aguarela sobre cartão, 70x98 cm, Paris, 1905



O Arranha-céus, guache e aguarela sobre cartolina, 69,5x98 cm,
sem data (c. 1947)
 
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