Património artístico da Câmara Municipal de Sintra

Sala 2 . 1849-1910
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Do Romantismo, com Sintra como pano de fundo, ao início da República
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  Autor
Alfredo Keil
(ver biografia)

Modalidade
Pintura

Técnica
Óleo sobre tela

Dimensões
33,5 cm x 24,2 cm

Datado
Sem data [séc. XX]

Proveniência
MU.SA - Museu das Artes de Sintra
  Claustro do Convento do Carmo - Colares

A obra retrata o claustro do Convento do Carmo, em Colares, e é concebida, predominantemente, em tons escuros, recriando um espaço algo sombrio. Podemos observar, num primeiro plano, vasos, canteiros e plantas, e, ao fundo, fachadas de arcos e janelas, parcialmente escondidas pela copa de uma árvore, em tons de verde escuro. À direita, a imagem de um religioso, com as suas vestes castanhas escuras, passeando pelo jardim do claustro.

As reduzidas dimensões desta tela quase nos sugerem a ideia de estudo, como se fora um pormenor de uma peça maior, mas, como podemos inferir das palavras de José-Augsto França, insere-se no conjunto dos seus "pequenos e apreciados quadros da várzea de Colares" [1].
Denotando um gosto tardo-romântico, toda a composição é um pequeno encanto, quer pela subtileza que se revela através do tratamento da luz, escassa, que se centra à esquerda, quer pelos elementos arquitectónicos e respectivo espaço envolvente. Até nos mais pequenos pormenores, como o do homem eclesiástico que deambula pelo pátio.

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[1] José-Augusto FRANÇA, História da Arte em Portugal . O Pombalismo e o Romantismo, Lisboa, Editorial Presença, 2004, p. 120.

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