Património artístico da Câmara Municipal de Sintra

Sala 3 . 1911-1930
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Do advento da República aos finais da década de 20
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  Autor
Stuart de Carvalhais

Modalidade
Desenho

Técnica

Carvão sobre papel

Dimensões

23 cm x 19 cm

Datado

1928

Proveniência

Museu Ferreira de Castro

  D. Quixote

Desenho a carvão representando D. Quixote de La Mancha e Sancho Pança, numa prateleira, regressando à obra de Cervantes. Trata-se de uma iustração para uma novela do escritor espanhol José Más, publicada na revista "Civilização", nº 3, em Setembro de 1928. A novela em questão retrata o estranho sonho de um "catedrático de literatura", D. Oscar de Mendizabal, no qual os personagens saem dos livros num protesto contra os seus criadores.

A ilustração é uma modalidade que tem condicionantes claras para o artista, uma vez que obedece a um texto, a uma descrição. Porém, estas condicionantes apelam, muitas das vezes, à criatividade do ilustrador, o que é manifestamente o caso; Stuart retrata aqui, de modo exemplar, um dos últimos momentos da novela: D. Quixote, depois de criticar o referido protesto, defendendo que os personagens só tinham vida devido aos seus criadores, retira-se imponente para o resguardo do seu romance, seguido pelo seu fiel escudeiro, algo aflito na subida e numa notória pose cómica. Note-se esse contraste entre a altivez do cavaleiro e o lado humorístico de Pança, num ambiente soturno, imunes à zombaria dos outros personagens que também desaparecem, gritando: "Pobre D. Quixote! A tua loucura é imortal e grotesca"!

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